terça-feira, 2 de setembro de 2014

HÁBITOS ALIMENTARES SAUDÁVEIS

OBESIDADE: PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO

     Pesquisas comprovam que  os problemas de obesidade são vistos com muita preocupação por profissionais da área da saúde. A cada ano,  o número de pessoas obesa cresce em todo mundo. O grande desafio é controlar esse mal desde muito cedo, uma vez que já é considerável o índice de criança com excesso de peso. 
    Estudos  realizados com crianças de nossa escola  no ano de 2013,  comprovaram o que todos já desconfiavam: nossas crianças estão ingerindo mais calorias do que o recomendado, levando-as a apresentarem elevados índices de sobrepeso e algumas sendo consideradas propriamente obesas.
Nossas crianças  estão ingerindo mais calorias do que o recomendado.

     É HORA DE MUDAR ESSE JOGO

    Considerando que a questão da obesidade infantil é, sem dúvida, um problema de caráter social, a acadêmica em Nutrição, Debora Dalazzen, está desenvolvendo um projeto intitulado "Roda de Conversa", com o intuito de promoção da saúde na escola.


"Debora Dalazzen, acadêmica em Nutrição".

     Para a acadêmica, é de extrema importância construir uma educação alimentar ainda na fase de criança. "Os pais, por sua vez, devem procurar usar o bom senso na hora de selecionar os alimentos a serem ingeridos pelos seus filhos, e deixar de lado a equivocada ideia de que criança saudável é criança gordinha e que come bem de tudo", afirma Debora.


Aquilo que é gostoso e  nem sempre é saudável.
   

      Através de uma conversa direta ao ponto, a nutricionista aplicou um roteiro de perguntas quanto  a alimentação praticada pelos alunos. Após ser respondido o questionamento abrir espaço para o debate. Em seguida realizou orientações na pirâmide alimentar de acordo com as respostas que foram obtidas.
 
Frituras, salgadinhos, chocolates, bolachas
 recheadas... devem ser substituídas por frutas.
     Utilizando-se de embalagens de alimentos que fazem parte de seus consumos diários, os alunos receberam informações de como é feita a leitura de rótulos, para perceberem quais são os alimentos que podem ser consumidos diariamente e quais devem ser evitados ou devem ser consumidos esporadicamente.
                                       
"Educar a criança para não medicar o adulto".
                                   
     Para a estagiária, a realização das palestras superou as expectativa, pois conseguiu fazer com que os alunos reflitam sobre os alimentos que estão ingerindo diariamente. Após a realização das oficinas alimentares, observou-se que os alunos, através de manifestação no grupo, entenderam que frituras, salgadinhos, chocolates, sanduíches gordurosos, bolachas recheadas, todas essas guloseimas podem ser substituída por frutas, iogurtes com baixo nível de gorduras e legumes. "O meu objetivo com este estágio não é fazer com que eles mudem completamente os seus hábitos de um dia para o outro, mais sim conscientizá-los da importância de fazer mudanças em seus hábitos, para evitar problemas no futuro", comenta Dalazzen.



Amostras de quantidade de sal, gorduras e açucares
contidos em porções de produtos industrializados.
                         
   Como conclusão das atividades, foi apresentado aos alunos um cardápio alimentar com base em nutrientes, tais como: fibras, vitaminas D, cálcio, vitaminas E, tão importantes para o crescimento saudável e qualidade de vida. As crianças foram orientadas ainda, a evitar o consumo de sódio (sal de cozinha), presentes em queijos, frituras, alimentos industrializados que apresentam muitos conservantes, entre outros. "Para mim foi muito bom fazer este estágio, pois estar em contato com este público me mostrou a importância de trabalhar os conceitos de alimentação saudável com esta faixa etária. De certa forma, estou contribuindo para que as crianças observem seus hábitos alimentares equivocados, para que no futuro isso venha contribuir para o não aparecimento das doenças crônicas não transmissíveis", conclui Debora.


A reeducação alimentar contribui para
prevenir a obesidade infantil.


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